O Medo

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O medo é um sentimento limitante, que atua no espírito humano como uma extrapolação do instinto de conservação, nos fazendo preventos diante de eventos que representam, para nós, situação merecedora de alerta.

O instinto de conservação nos é concedido por Deus, através das fixações múltiplas experiências da caminhada espiritual. Faz-nos aptos à autoproteção, evitando a destruição do corpo, instrumento divino para o progresso, e nos capacita para as demais atividades. É um mecanismo importante para o indivíduo, que vai sendo aperfeiçoado e moderado pelo desenvolvimento intelectual e moral, evolvendo para o discernimento do que é bom e o que é ruim, o que constrói e o que destrói.

O medo, por sua vez, é paralisante. Decorre das distorções da razão, quando os sentimentos e a moralidade são desprezados pela razão. O medo pinta em nossa mente quadros de horror diante das situações da vida, que são, por si só, desafiadoras, mas que a real noção da nossa natureza, o conhecimento de si mesmo, nos habilitaria a enfrentar. O medo é puramente moral, ocorre dentro da nossa mente, mas está sujeito à nossa atitude diante dele.

Nessa conjuntura, opera o indivíduo não sem o amparo do Criador, que nos cercou dos meios para garantir a nossa integridade, especialmente a integridade moral, já que o corpo está sujeito ao desgaste e ao perecimento. A fé, que é a entrega ao supremo poder, inteligente e justo, do qual verificamos as manifestações perfeitas através da Natureza que nos cerca, vem nos complementar as forças, fiando em nosso íntimo a fortaleza e a esperança, nos capacitando à coragem e à realização do melhor. Mas essa entrega consiste em confiar a nossa dedicação à prática do bem no trabalho e no auxílio, e confiar àquilo que supera o nosso poder de trabalho às forças superiores, e dessa forma persistindo no bem agir, inobstante os obstáculos do caminho.

Contra o medo, trabalho no bem, fé e tempo!

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Horas de Luz
"Dedicamos esse espaço virtual para divulgação e exposição de ideias que visam o desenvolvimento espiritual humano, sem pretensões de deter a razão, mas compartilhar opiniões, com enfoque na Doutrina Espírita, que respeita a todas as manifestações religiosas, compreendendo que Deus, perfeitamente amoroso e justo, sabe conduzir a liberdade das manifestações humanas para a realização da sua plenitude, no amor e na justiça perfeitos. Que o bom-senso, derivado da conjugação de razão e coração, nos perdoe os erros e saiba extrair o que de bom nos oferece o debate."

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