RESIGNIFICAÇÃO DA PÁSCOA

0
236

Chegada a época da Páscoa, é muito recorrente nos depararmos com textos sobre o verdadeiro significado desta data. Sendo sempre válida a reflexão, retomar os conceitos e resignificar a data, aprofundando o seu sentido, podemos e devemos ler sobre como chegamos à situação atual, renovando nossos sentimentos, para que acompanhem nosso entendimento acerca dessa data tão significativa.

É sabido que cada religião comemora a Páscoa à sua maneira, sendo de origem judaica (conforme relatam os Testamentos cristãos), se desdobrando de diversas maneiras, nas várias religiões que adotam as Santas Escrituras.

Há muitos estudos acerca das origens da Páscoa, relacionando a palavra com o “Pessach” judaico, que seria a comemoração da passagem dos hebreus pelo mar aberto, quando foram libertados da escravidão no Egito. Outra versão seria a da passagem do Anjo da Morte, que exterminaria os primogênitos, desviando das casas marcadas conforme orientações de Moisés. De outro lado, Deus teria enviado as pragas ao Egito, como castigo ao Faraó, o que se comemora há aproximadamente 3.500 anos.

A Páscoa cristã está mais associada à ressurreição do Cristo, sendo, conforme muitos sábios como Divaldo Pereira Franco, mais importante que o próprio Natal, pois na Páscoa, após o cumprimento de sua missão, Jesus se entregou à vontade dos irmãos ciumentos e ignorantes para exemplificar o amor verdadeiro, que compreende e perdoa, retornando da morte em seguida, nos ensinando que a verdadeira vida é no Plano Espiritual, e que as obras determinam a nossa situação.

Desde Moisés, e mais especificamente por Jesus, Deus nos envia mensageiros, ou anjos, para nos falar da libertação através da passagem pela morte, que vem coroar os esforços de quantos se fazem “escravos”, ou servidores, da vida que os aprisiona e submete. As diversas religiões cristãs, e de forma mais técnica, combinando ciência, religião e filosofia, a Doutrina Espírita, trabalham há séculos essa revelação, nos fazendo compreender de que forma se desdobra a vida além da morte do corpo, mas fato é que nada apagará a exemplificação sublime do Cristo, que efetivamente nos libertou dos equívocos que nos impusemos acerca da morte.

Celebrar é importante, nos faz manter viva a lembrança da passagem de Jesus pela Terra (falamos “Jesus”, encarnado, porque o “Cristo Jesus”, espiritualmente, se manterá junto de nós para sempre). Algumas religiões restringem sua alimentação (judeus não comem nada feito à base de farinha, católicos não comem carne vermelha), a maioria delas celebra com cerimônias nos dias consagrados à Páscoa… mas o mais importante, como sempre ouvimos falar, é o que esses rituais nos transmitem: a necessidade do jejum de pensamentos negativos, do perdão incondicional ensinado por Jesus, da celebração da vitória da vida sobre a morte, e que essas lembranças se estendam pelo ano todo, direcionando nossas ações; que possamos nos enxergar e respeitar como irmãos, para que cheguemos na próxima Páscoa agindo sintonizados com as vibrações de Amor que tanto valorizamos durante essa época.

Apoiadores:
COMPARTILHAR
Artigo anteriorPrefeito Vicini determina abertura de novo poço artesiano para abastecimento d’água da linha Cascata
Próximo artigoDenúncia no Portal Plural
Horas de Luz
"Dedicamos esse espaço virtual para divulgação e exposição de ideias que visam o desenvolvimento espiritual humano, sem pretensões de deter a razão, mas compartilhar opiniões, com enfoque na Doutrina Espírita, que respeita a todas as manifestações religiosas, compreendendo que Deus, perfeitamente amoroso e justo, sabe conduzir a liberdade das manifestações humanas para a realização da sua plenitude, no amor e na justiça perfeitos. Que o bom-senso, derivado da conjugação de razão e coração, nos perdoe os erros e saiba extrair o que de bom nos oferece o debate."

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, escreva seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui