SER MÃE

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A Inteligência Superior que estabeleceu e mantém a Vida, por evidentes misericórdia e sabedoria, determinou que a nossa vida física, a formação do corpo que permite a presença material de nós, seres espirituais, no orbe terrestre, para as variadas experiências evolutivas que nos permite, seja gerada a partir de nós mesmos, pela reprodução. O sexo feminino, de maneira geral, recebeu o grande dom da gestação, sempre decorrente de uma união, mesmo que breve, com o sexo masculino, e esses fatores, por si só, já se desdobram em possibilidades para as experiências que adquirimos na Terra.

Assim que se torna mãe, e isso pode ocorrer tanto no momento do nascimento quanto em qualquer momento durante a gestação (assim que tem o “insight”, que se percebe como mãe), a mulher passa a pensar diferente, na maioria dos casos começa a se preocupar mais com o filho do que consigo mesma, dispondo-se a qualquer sacrifício pelo bem-estar do seu rebento.

As possibilidades efetivamente variam muito. Algumas mulheres, por problemas de saúde, descobrem-se impossibilitadas fisicamente de gerarem filhos, enfrentando muitas dificuldades na conformação desses problemas, tão difíceis de se compreender, podendo estar relacionados com vivências anteriores, com outras vidas, mas que o ser humano é incapaz de julgar. Não se pode inferir a que tipo de atitudes esses problemas estão relacionados. Mas é fato que essas questões nem sempre vem trazer sofrimentos: perguntemos a um filho adotivo como e o quanto o acolhimento por sua nova família impactou em sua vida. Felizmente a compreensão da equivalência entre as famílias consanguíneas e as famílias afetivas está tão consolidada que alcançou a legislação humana, estabelecendo direitos também equivalentes para os variados tipos de família, que ao final, equivalem-se de fato, pois possibilitam a mesma dedicação, sentimentos, e os mesmos benefícios.

Cada Espírito que reencarna recebe uma nova oportunidade de progredir, de fazer novas escolhas, de se renovar para o Bem. Mas muitos espíritos não conseguem aproveitar a reencarnação como esperavam, mostram-se rebeldes, indisciplinados, e acabam atraindo muitos sofrimentos em função disso. Deus, sendo amoroso e justo, sabe dar novas oportunidades, sempre adequadas à necessidade de aprendizado do Espírito, o que muitas vezes consiste em dificuldades, em enfermidades… e é aí que a importância da Mãe se eleva sempre, pois através dela é que a reencarnação se dá, e das mães é que vemos os maiores exemplos de abnegação, de sacrifício, no sentido de tornar sagrado, de realização de sua missão de forma otimizada, exemplar, muitas vezes sublime.

Chico Xavier dizia que “a maternidade é um segredo entre a mulher e Deus”.

Ser mãe, realmente, é uma missão muito linda, que Deus nos confiou, e aí incluímos a todas as pessoas, homens e mulheres, parentes ou não, mas que cumprem o papel de proteger e encaminhar as crianças e jovens, ou as pessoas em fragilidade social, acolhendo e suprindo suas necessidades materiais e afetivas com dignidade, respeito, nobreza.

Que todas as mães, de todos os gêneros, idades, raças, religiões, não só no dia das mães, mas em todos os momentos, sejam abençoadas em suas missões de amor, realizando dentro do seu melhor essa tarefa essencial para todos nós. E que todos nós cultivemos gratidão por aquela que nos permitiu a vinda ao mundo, e a todos aqueles que tornaram melhor a nossa passagem por ele.

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Horas de Luz
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