Ex-segurança de Lula disse que “seguia ordens” de Marisa no sítio em Atibaia

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O ex-segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Itamar de Oliveira, afirmou que cumpria ordens da ex-primeira-dama Marisa Letícia em “serviços” relacionados ao sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Ele foi ouvido nessa quarta-feira como testemunha de defesa do ex-assessor de Lula, Rogério Aurélio Pimentel. Itamar diz ter trabalhado durante seis anos, desde 2005, inicialmente como segurança e, depois, como assistente de ordem. Ele alega ter ido “três ou quatro vezes ou mais por semana” ao sítio Santa Bárbara.

O ex-segurança afirma que, ao lado de Aurélio, se deslocava entre o apartamento em São Bernardo do Campo e o sítio. “Dona Marisa determinava o que era para eles fazer, passava para mim, e eu ia fazer o serviço”. “Se não tivesse lá, a gente tinha que passar um pronto para ela. Retornava para a residência e aí passava tudo o que ela pediu, o que foi feito e o que não foi feito”, relatou.

O caso envolvendo o sítio representa a terceira denúncia contra Lula no âmbito da Operação Lava-Jato. Segundo a acusação, a Odebrecht, a OAS e também a empreiteira Schahin, com o pecuarista José Carlos Bumlai, gastaram R$ 1,02 milhão em obras de melhorias no sítio em troca de contratos com a Petrobrás. A denúncia inclui ao todo 13 acusados, entre eles executivos da empreiteira e aliados do ex-presidente, até seu compadre, o advogado Roberto Teixeira.

O imóvel foi comprado no final de 2010, quando Lula deixava a Presidência, e está registrado em nome de dois sócios dos filhos do ex-presidente, Fernando Bittar – filho do amigo e ex-prefeito petista de Campinas Jacó Bittar – e Jonas Suassuna. A Lava Jato sustenta que o sítio é de Lula, que nega.

Provas

Presidente do PT em São Paulo e pré candidato ao governo do estado, o ex-sindicalista Luiz Marinho afirmou nesta quarta-feira, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, que o ex-presidente  tinha intenção de comprar o sítio de Atibaia. Marinho falou como testemunha de defesa de Lula na ação em que o ex-presidente é acusado pelo Ministério Público Federal de ter sido beneficiado com reformas no sítio feitas com dinheiro de propina de empreiteiras que prestavam serviços para a Petrobras, como OAS e Odebrecht.

Marinho disse ter ido algumas vezes ao sítio convidado por Fernando Bittar, filho do também sindicalista Jacó Bittar, amigo de longa data de Lula. Parte do sítio de Atibaia está em nome de Fernando Bittar. A outra metade está em nome de Jonas Suassuna Filho, cujo nome não aparece no processo movido pelos procuradores da Lava-Jato em Curitiba.

Perguntado se Lula tinha interesse em adquirir a propriedade, Marinho disse ter ouvido do próprio ex-presidente, em 2013, sua intenção em comprar o sítio de Bittar. “Em uma ocasião, em 2013, caminhando pelo sítio, ele falou que estava pensando em fazer uma proposta ao Fernando Bittar”, afirmou.

 Fonte: O Sul

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